É científico: ser religioso não faz de você uma boa pessoa…

22/11/2012 - 15:35 Nenhum pedido

Tá na Superinteressante:

Quanto mais religioso você é, menos age por compaixão

As religiões pregam a compaixão com o próximo. Mas, na prática, quem é religioso não liga muito para a compaixão. Isso foi constatado por um estudo da Universidade de Berkeley, nos EUA, que analisou a vida e os hábitos de 1 337 pessoas adeptas de vários credos. As pessoas menos religiosas se guiavam principalmente pela compaixão quando faziam algum ato de caridade – como oferecer o assento do ônibus a um estranho, por exemplo. Já entre os mais devotos, era diferente. “Os mais religiosos baseiam sua generosidade em outros fatores, como a doutrina e a reputação ante os membros da comunidade”, diz o sociólogo Robb Willer, autor do estudo.

A tese de Willer foi comprovada por outro estudo, em que 210 estudantes de diversas religiões, classes e etnias participaram de um jogo. Cada um recebeu uma quantidade de pontos que poderiam ser trocados por dinheiro. E decidia se compartilhava os pontos ou guardava para si. Resultado: entre os menos devotos, a compaixão pesou muito nas atitudes em favor do grupo. Já entre os devotos, a compaixão quase não influiu – eles sempre doavam valores parecidos, independentemente dos sentimentos que tinham em relação aos demais participantes.

É óbvio que isso não significa que todo religioso seja menos preocupado com o próximo que todos os sem religião, ou que todos os que não têm religião demonstram compaixão por todas as pessoas.

Mas é uma coisa a se pensar, não?

A grande mudança que não aconteceu

17/5/2012 - 23:41 Nenhum pedido

Enquanto corria para atravessar a rua antes da fila de carros que chegava, nosso herói pensou, por um milésimo de segundo, que poderia ter tropeçado nas próprias pernas, caído no meio da rua e acabado atropelado.
“Que sorte que eu dei agora, hein. Podia ter caído e PLÁ, passava um carro por cima de mim”, pensou, ao colocar o primeiro pé a calçada, já do outro lado da rua. “Imagino que não seja isso o que está pensando o Felipe de um universo alternativo. Aquele que tropeçou, caiu e foi atropelado. Esse, coitado, tem azar”, imaginou o protagonista desta história.
Neste ponto, o jovem adulto já atingia a metade de seu caminho entre a rua atravessada e o ponto em que pegaria o ônibus que o deixaria mais próximo de sua casa. Mas não se esquecera de sua versão do universo alternativo, que talvez estivesse agora no chão, inconsciente e… bem, vamos deixar os detalhes de lado.
“Ou será que sou eu o que tem sorte mesmo? E se o outro Felipe foi atropelado por alguém que vai mudar sua vida? De repente ele ganha um processo milionário na Justiça, sei lá. Ou tem alguma epifania no último milésimo de segundo antes de ser atingido e faz a vida com ela depois?”, sonhou o rapaz.
Já dentro do ônibus, manteve a argumentação consigo mesmo. “Ou sei lá, vai saber que tipo de mundo é esse nesse universo alternativo. Tantas possibilidades. Acho que nenhum cérebro humano consegue imaginar todas elas, quanto mais o meu”, pensou, para complementar para si próprio, rindo mentalmente. “E muito menos o do meu eu atropelado, que deve estar desacordado agorinha mesmo, na rua. O cérebro deve estar sofrendo pra se manter funcionando. É, vamos ficar com a ideia de que eu tive sorte, vai”, convenceu-se.
Daí para a frente, sua mente se distraiu com a quantidade absurda de pessoas que não parava de entrar em um ônibus na Zona Sul de São Paulo às 10 e vai saber quantas horas da noite. “É, senhor prefeito. Os ônibus da zona sul estão mesmo perfeitos, parabéns pela gestão nota 10″, concluiu o personagem da história.
E a vida seguiu normal, sem nenhuma grande mudança. “Diferente do meu eu atropelado, né?”, finalizou.

E para o amigo que teve a paciência de ler um texto tão bobo, aí vai uma belíssima recomensa:

Mariana Ximenes declarou: "não vou passar nessa vida sem ser mãe"

Mariana Ximenes declarou: "não vou passar nessa vida sem ser mãe"

Eu digo: "Vem, Mariana. Venha ser a mãe do meu filho"

Eu digo: "Vem, Mariana. Venha ser a mãe do meu filho"

Cheguei a 2007 e criei um tumblr!

28/11/2011 - 19:28 Nenhum pedido

Café com Rum. Acesse.

Érika Mader, musa do Café com Pão

A Érika Mader já acessa meu Tumblr. E você, tá esperando o quê?

Outro dia recebi uma mensagem de um serviço que nem sabia que eu tinha assinado me avisando que completavam-se quatro anos da criação da minha conta no Twitter. Não comemorei nem nada, até porque era sexta-feira e eu já ia no bar de qualquer jeito. E mesmo que fosse uma segunda, eu não ia usar de justificativa pra ir beber, porque não sou alcoólatra, mas não preciso de desculpa pra ir ao bar. E não comemoro nem aniversário, por que iria comemorar quatro anos de Twitter?

Enfim, é claro que é tiração de sarro minha dizer que “cheguei a 2007 e criei um Tumblr“. Tenho Twitter desde o final do referido ano, afinal de contas. Mas que seja.

A ideia é manter o blog, mas ele vai ficar cada vez mais abandonado à medida que seu irmão Café com Rum ganha minha atenção. É mais simples de atualizar, já tenho uma ideia de que tipos de posts vou fazer por lá. E é mais rápido. Volto a focar textos mais longos para o Café com Pão. Mais pensados, mais pesquisados, etc.

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Quero polícia para servir e proteger, não para reprimir e punir

8/11/2011 - 23:13 Nenhum pedido

No último domingo, aproveitei que meu irmão estava viajando e emprestei o carro dele para ir à casa de minha mãe fazer uma visita rápida. Na ida, tudo correu tranquilamente. Mas, na hora de ir embora, o carro não ligava. Era madrugada numa rua deserta do Brooklin, e eu tentava fazer o carro pegar. Minha tia e minha prima, que estavam dentro de casa, perceberam que havia algo errado e foram até o portão ver se precisava de ajuda.

Depois de uns dez minutos, resolvi tentar empurrar o carro. Na hora que saí, outro carro com faróis apagados virou a esquina. Esperei ele passar, com algum receio, para agir. Mas o carro foi parando logo atrás de onde eu estava. Percebi que era uma viatura policial quando já estava a poucos metros de mim. Fiquei apreensivo, mas imaginei que eles poderiam oferecer ajuda.

Levei um susto quando os dois policiais desceram do carro de armas na mão, apontadas diretamente para mim. Mandaram eu colocar as mãos para cima, no momento em que meu outro irmão ia saindo do carro. O policial fez alguma ameaça que não entendi sobre a porta que se abria. Quando me recuperei e entendi o que estava acontecendo, falei calmamente: “Mas o carro é meu!”

Eles baixaram as armas, ficaram levemente constrangidos e começaram a se desculpar. “Tem muito furto de veículo na região”. Minha tia já tinha saído e começou a explicar que o carro não pegava, que íamos empurrar, etc. Depois de alguns minutos, resolvi tentar ligar uma última vez. O carro pegou e fomos embora, não sem antes ouvir mais uma vez os policiais justificarem que “tem muito furto de veículo, temos que ficar atentos”.

Ok, concordo. Mas não concordo com a abordagem que eles fizeram, e sei que eles mesmos sabiam estar errados. Para a sorte de ambos, estava escuro e eu não anotei nenhuma identificação da viatura. Não que fosse servir de algo…

Você não deixaria a PM reprimir uma garota como a Emma Stone. Deixaria?

Você não deixaria a PM reprimir uma garota como a Emma Stone. Deixaria?

Em junho, um menino de 14 anos foi morto por um PM em um “disparo acidental”. Não é de se espantar que uma coisa dessas pudesse acontecer, visto o modo como a polícia age, considerando qualquer um suspeito até que se prove o contrário (e não o inverso, como está na Constituição).

Meu irmão, o dono do carro, disse que a abordagem foi certa porque, se eu fosse bandido, poderia estar armado e atirado nos PMs. Eu discordo. Mas não é de se esperar que o brasileiro compreenda o que há de errado nos homens que deveriam nos servir e proteger, mas o que fazem mesmo é punir e reprimir.

“O Brasil segue sendo um dos poucos países do mundo a ter uma polícia MILITAR para garantir a segurança de CIVIS. Parabéns para o Brasil que vê algumas de suas universidades padecerem por falta de luz, mato alto, infraestrutura decadente e, sem resolver a causa, luta contra o sintoma, clamando por por gente armada na confusão de porrete com segurança”, escreveu, no Twitter, Edemilson Paraná, se referindo à ação da tropa de choque hoje, na USP. Mas que serve para a situação que eu vivi (e que só não foi pior porque sou branco).

O que me leva ao caso da invasão à reitoria da USP. Não vou entrar aqui na discussão se os alunos estavam certos ou não. A questão aqui é que porrada e violência não deveriam ser a resposta. Mas, no Brasil – e, especialmente em São Paulo – tem sido cada vez mais comum o uso da truculência para dissipar protestos. E a classe média sofrida aplaude, urra a cada cassetada que o policial acerta no manifestante “vagabundo”.

“Era isso que os moleques tentavam dizer no protesto atual: a maneira como a PM age no campus e os agentes que a comandam não se encaixam no espírito de livre pensar de uma UNIVERSIDADE. O pensamento socrático foi algemado pela truculência do Estado”, observou Marcelo Rubens Paiva, em seu blog, vejam só, no Estadão.

A PM paulista é mal treinada. Não sabe lidar com o cotidiano de uma cidade como São Paulo. E seu comando não ajuda em nada. Mas está tudo bem, está tudo tranquilo. Enquanto Datenas e afins se mantiverem do lado da violência e espalharem a mentalidade do “bandido bom é bandido morto”, pode ter certeza que nada vai mudar.

Já ficou mais do que claro que a classe média paulista, especialmente o lado branco desta, está sempre a favor da truculência policial. Foi assim na Marcha da Maconha (que se tornou Marcha pela Liberdade e acabou em porretada, gás lacrimogênio e perseguição da tropa de choque do Masp até  o centro, com gente ferida, jornalistas agredidos e caralho a quatro), é assim em todo protesto que contrarie a ordem vigente. Mas tudo bem fazer marcha contra a corrupção, desde que se deixe de lado o governo do Estado, tão limpinho e brilhoso.

A sociedade brasileira está doente. A presunção da inocência que se dane. Policial tem que revistar qualquer um que julgar suspeito. “Quem não deve, não teme”. Pensa-se a polícia ainda como se fazia na época da ditadura. É pau em cima de quem desobedecer o Estado.

Nem a Amanda Seyfried tem o direito de abusar que nem a PM paulista!!

Nem a Amanda Seyfried tem o direito de abusar que nem a PM paulista!!

Já o digníssimo governador Geraldo Alckmin disse que os alunos precisam “ter aulas de democracia”. Concordo. Mas não são apenas eles, senhor governador. Sobre isso, dou, novamente, a palavra a Marcelo Rubens Paixa: “Venceram a generalização, o debate político raso e o Estado maniqueísta. Perderam a dialética e os movimentos sociais. Perdeu a DEMOCRACIA [o diálogo]“.

Há 20 anos no poder, o PSDB paulista jamais dialogou com manifestantes. É sempre borrachada na galera.

OBS: se você duvida que houve excesso de força policial na ação da USP de hoje, leia esse relato de uma jornalista do Jornal do Campus que presenciou tudo. Antes de abrir o texto com preconceito de “é gente do lado dos vagabundos”, dá uma olhada nesse trecho:

“Enfim, sou contra a ocupação. Sempre tive várias críticas ao Movimento Estudantil desde que entrei na USP. Nunca aceitei a partidarização do ME. Me decepciono com a falta de propostas efetivas e com as discussões ultrapassadas da maioria das assembléias. Mas, nada, nada mesmo, justifica o que ocorreu hoje. Nada pode ser explicação pra violência gratuita, pro abuso do poder e, principalmente, pela desumanização da PM”.

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Desafiando o Defy

23/10/2011 - 21:17 Nenhum pedido

Eu tenho um Motorola Defy, aquele celular à prova de água, que não risca e superresistente. Ontem, provei a uma pequena plateia e à câmera de um iPhone o quanto este aparelho suporta.

ps: peço desculpas pelo final do vídeo estar de ponta cabeça. É que o cameman Leopoldo é quase tão retardado quanto eu…

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Seis motivos para assistir Vingadores no cinema

5/10/2011 - 23:01 Nenhum pedido

Não assisti Capitão América e nem Thor no cinema. Pode ser que algum dia eu assista na televisão, se pegar algum desses filmes no comecinho enquanto dou uma zapeada. O futuro ninguém sabe. Mas o filme dos Vingadores eu pretendo ver, sim. Na telona!

E sabe por quê? Vou listar aqui todos os motivos (e aproveitar pra dar uma levantada na audiência desse blog abandonado):

1) Scarlett Johansson como Viúva Negra

Scarlett Johansson como Viúva Negra em Vingadores

2) Scarlett Johansson de cabelo curto

Scarlett Johansson de cabelo curto em Vingadores

3) Scarlett Johansson ruiva

Scarlett Johansson ruiva no filme dos Vingadores

4) Scarlett Johansson detonando com roupa justinha

Scarlett Johansson detonando de roupa justa em Vingadores

5) Scarlett Johansson está no filme

Scarlett Johansson está em Vingadores

6) Scarlett Johansson. Fim.

Scarlett Johansson ruiva, de cabelo curto e detonando em Vingadores

"Tudo isso? Estou lisonjeada..."

BÔNUS STAGE:

I'd hammer dat ass

Hehehe Thor seu safadão

Vamos pagar com uma nota de vinte!

27/7/2011 - 09:52 Nenhum pedido

As vinhetas do Cartoon Network eram geniais no começo da década passada. Não sei como são hoje, raramente assisto o canal (até porque não tenho TV a cabo no meu quarto, além de não ser mais o público-alvo da emissora). Uma delas teve suas falas constantemente repetidas em um grupo de amigos.

Era uma brincadeira do canal com a possibilidade de alguns super-heróis (Falcão Azul, Mulher-Maravilha, Homem-Pássaro, Zandor [dos Herculóides] e Zan [um dos Supergêmeos]) indo ao cinema. As falas deles são bem típicas dos quadrinhos e desenhos animados de super-heróis. “Precisamos de pipocas imediatamente”, diz a Mulher-Maravilha em determinado momento.

O melhor é assistir o vídeo inteiro, que é ainda mais engraçado do que eu lembrava:

Tem ainda a versão com esses mesmos personagens viajando de avião. Não é tão engraçada, mas tamém é bem boa.

Enfim, se quiser dar um adeus definitivo à sua produtividade, dá uma olhada nessa playlist do youtube com várias vinhetas do canal. (AVISO: a primeira delas tem o som MUITO alto)