A conta das brigas políticas do São Paulo chegou e foi salgada…

Escrito por Felipe Barros em 30.08.2010, 18:20

O anúncio do estádio corintiano como palco paulista para abertura e jogos da Copa do Mundo de 2014 é uma derrota política para o São Paulo Futebol Clube. O clube tratava o Morumbi como palco da abertura do Mundial desde que o Brasil foi anunciado o país do torneio, em 2007. A política já havia vetado a participação do estádio no torneio.

Nos últimos quatro anos, o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, acumulou inimigos no futebol. Dirigentes o acusaram de antiético por “roubar” jogadores e “passar por cima” de negociações. Sem falar nas brigas que ele comprou com a CBF, com a FPF e até com a Globo. Assim, presidente e clube ficaram sem apoio nenhum quando precisaram para receber em sua casa os jogos da Copa do Mundo.

Na contra-mão, o presidente do Corinthians, Andés Sanchez (tão quanto ou mais idiota que Juvenal Juvêncio, mas com melhor influência política), conseguiu uma casa para seu clube e sua torcida, um dos maiores sonhos de todos os corintianos. E, melhor ainda, essa casa vai receber a abertura do torneio mais importante do futebol no mundo. No ano do centenário, só a conquista da Libertadores deixaria a Fiel mais sorridente.

Quer uma prova de como tudo não passa de jogo político? Lá vai: enquanto o estádio do Morumbi passou por umas três ou quatro inspeções in loco do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo, o estádio corintiano foi aprovado sem que as autoridades envolvidas vissem o projeto. Ué, se pegaram tanto no pé da casa são-paulina, era de se esperar que fossem muito criteriosos com qualquer novo projeto.

Óbvio que não podemos esquecer  as eleições para a presidência do Clube dos 13. Ricardo Teixeira apoiava Kléber Leite, candidato de oposição. Em quem votou Andrés Sanchez? No candidato da CBF. E Juvêncio? Foi vice na chapa da situação, do presidente (já há um década) Fábio Koff. Teixeira perdeu essa batalha, mas até 2014 ele tem muitas para vencer. E vai fazer questão de derrotar cada clube que votou em Koff, pode ter certeza.

Ricardo Teixeira não se bica com o São Paulo não é de hoje. Juvenal Juvêncio só piorou a situação. E agora o Tricolor paga o preço pelas inimizades que criou: perdeu a chance de receber os jogos da Copa em sua casa. E ainda vai ver o maior rival ganhar um estádio de graça, além da chance de o lado verde paulista também receber jogos da Copa.

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“EU QUERO ‘IBAGENS’”, Datena

Escrito por Felipe Barros em 24.08.2010, 23:53

José Luiz Datena, 53, apresentador de televisão católico. Acredita em Deus. Pra caramba! E quer “que se lasque quem não acredita em Deus”.

“Eu respeito até gente que não acredita em deus e que é gente de bem. Tem gente de bem que não acredita em deus. Que acredita que ele mesmo seja deus. Entendeu? Mas que não é capaz de matar ninguém. Que não comete nenhuma atrocidade. Mas os bandidos que matam, mas que matam com prazer, esses não acreditam em deus também. Entendeu? Então vamos provar que o bem é maioria e que deus existe. (…) Ah, Datena, eu sou ateu mas eu nunca matei ninguém. É. Se você não acredita em deus, você acredita em quem? Você mesmo? Se você não acredita em deus, nunca matou ninguém, nunca fez mal pra ninguém, muito bem, parabéns. Mas quem mata com crueldade, quem enterra vivo, quem estupra, quem violenta criança, também não acredita em deus. Não acredita. Pode até falar que acredita mas não acredita. Entendeu?”

Definição de ateu, segundo o Houaiss: “1 que ou o que não crê em Deus ou nos deuses; ateísta; 2 Uso: pejorativo. que ou aquele que não revela respeito ou deferência para com as crenças religiosas alheias; ímpio, herege“.

Para Datena, quem acredita em Deus é do bem e não comete crimes. E quem comete crimes “não tem Deus no coração há muito tempo”. Com essa lógica simplista, Datena faz acreditar que ateus são pessoas sem limites, que acham que são Deus e que só essas pessoas cometem atrocidades. Até aceitou que existam ateus “gente boa”, mas que geralmente são criminosos. E quem acredita em Deus é do bem.

Obrigado a dar direito de resposta à ATEA (Associação Brasileira dos Ateus e Agnósticos), o apresentador se recusa a admitir que falou besteira. Diz que “não meti o pau em ninguém, você pode acreditar no que você quiser”. E repete, em resumo, o que havia dito no programa de 27 de julho, com o adendo de que “tem gente ruim que acredita em Deus, mas mata as pessoas, também”.


(vídeo visto no Bule Voador)

Li a transcrição inteira do besteirol proferido por Datena no seu programa que foi ao ar em 27 de julho (pois não encontrei o vídeo com o som original na internet). Em nenhum momento o apresentador reconhece haver gente que acredite em Deus que mate, roube ou cometa algum outro crime qualquer. O tempo todo ele é bem claro ao afirmar que quem acredita em Deus é do bem e ponto.

O problema de Datena é que ele não consegue compreender uma pessoa que simplesmente não acredita em uma divindade superior. Ou você acredita em Deus, seja lá que forma ele tem (pode ser um “espelho, uma colher” como ele mesmo tenta fazer graça) ou você… acredita em Deus, mas acha que você é Deus. E aí, você é mal, ruim, não tem limites, etc.

Para a cabeça simplista de visão limitada do apresentador da Band é inimaginável pensar que não há nenhuma força superior que comande a vida, o universo e tudo o mais. E ele se atrapalhou ao querer mostrar que quem comete crime é porque não teu Deus no coração, confundindo isso com não acreditar em nenhuma divindade superior.

Você pode muito bem acreditar em Deus e não tê-lo no coração. E isso, definitivamente, não significa que você é ateu. O significado de ateu está bem ali no começo do texto. E em nenhum momento Datena deu a entender que se referia à palavra no uso pejorativo, como quem não respeita a crença dos outros. Pelo contrário, o apresentador deixou claro não respeitar a não-crença de boa parcela da população brasileira.

Eu conheço muitos ateus. E, geralmente, eles são mais pacíficos e respeitosos a hábitos, culturas e crenças diferentes do que a maioria dos cristãos, judeus e evangélicos que o noticiário mostra. E muito mais equilibrados, também.

Datena se expressou partindo de preconceitos. Parecia uma criança querendo provar um ponto de vista completamente deformado, com argumentos toscos e sem base teórica ou números concretos. Faltaram as ‘ibagens’ para comprovar o que ele disse.

Adendo: antes que os anti-ateus apareçam aqui mencionando Hitler, deixo claro: O ditador do III Reich foi educado como católico apostólico romano e menciona que o “povo superior”, os arianos, foram criados por Deus em seu livro Minha Luta (Mein Kampf). E, mesmo que fosse ateu, seria apenas um exemplo. Não é o suficiente. Ops, mal aí.

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95% dos seguidores de Ronaldo no Twitter não são são-paulinos

Escrito por Felipe Barros em 28.07.2010, 15:58

Em seu perfil oficial, o atacante Ronaldo fez uma rápida pesquisa com seus seguidores para saber qual seria a preferência deles para a partida desta quarta-feira entre Internacional x São Paulo, pela Copa Libertadores da América. E, segundo o próprio jogador, 95% das respostas foram favoráveis ao Colorado.

“Estou com uma dúvida. Para quem meus seguidores irão torcer na semi da Libertadores hoje?”, postou o Fenômeno, por volta das 11h15. O resultado foi divulgado pelo atacante aproximadamente quatro horas depois. “Pelo que vi das respostas, 95% dos meus amigos aqui devem ser nascidos em Porto Alegre”, revelou.

O “cálculo” foi feito pelo próprio Ronaldo. Nenhum instituto de pesquisas registrou o resultado, que não deve ser levado ao pé da letra. Mas fica claro que a maioria dos seguidores do atacante têm preferência por uma vitória do Inter na Libertadores. Logo, há poucos são-paulinos seguindo o perfil do Fenômeno.

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Três mãos no futebol, apenas uma “legal”

Escrito por Felipe Barros em 03.07.2010, 0:59

Henry dominou a bola com a mão, cruzou para trás e PIMBA! Gol da França e Irlanda fora da Copa. Não fosse esse lance, o jogo iria para os pênaltis. O francês foi malandro, mas a falta de visão do árbitro fez o lance seguir. O que você faria, se fosse o avante francês? Admitiria que dominou a bola com a mão para seu país ter que encarar pênaltis e ver se iria à Copa da África do Sul, depois de ser finalista em 2006? Duvido.

Brasil x Costa do Marfim, Copa do Mundo, segunda rodada da primeira fase. Luís Fabiano domina a bola no braço duas vezes, chapela dois marfinenses e faz um dos gols mais bonitos da história das Copas do Mundo. Gol bonito, porém irregular. Juizão validou, pois não viu as dominadas no braço. O gol valeu, assim como o tento francês.

Os dois gols não têm diferença alguma. Foram ilegais, mas validados por erro da arbitragem. Paciência. Juiz nem sempre acerta no futebol. Uma das belezas na injustiça que é esse esporte.

Um terceiro lance, ainda mais recente, também teve toque de mão de um jogador de linha. O atacante Luís Suárez, do Uruguai, rebateu a bola na linha fatal de sua defesa no último minuto da prorrogação das quartas de final de uma Copa do Mundo. Trocou o gol certo de Gana por um pênalti e um cartão vermelho. Foi devidamente punido por sua escolha. E deu sorte a seu país.

O atacante de Gana, Asamoah Gyan, que havia convertido dois pênaltis na primeira fase do Mundial (o que garantiu a pontuação necessária aos Estrelas Negras para se classificar na segunda posição do grupo) ajeitou a bola. Uma nação inteira e mais alguns brasileiros, eu inclusive, torcendo para que o ganense errasse. Contra um continente inteiro torcendo pelo atacante. Ele correu, bateu… TRAVESÃO. Fora. Fim da prorrogação. O jogo foi para os pênaltis.

O Uruguai passou, como o leitor já deve saber a essa altura. Mas o pênalti cometido por Suárez foi decisivo para o Uruguai. Foi mão, sim. Mão no futebol não é permitida, claro. Mas o jogador foi punido. Expulso, com pênalti contra sua equipe. Foi um recurso do jogo utilizado pelo atleta para impedir o gol adversário. A punição devida foi aplicada. Azar dos ganenses que Gyan desperdiçou a cobrança.

Os lances de Henry e Luís Fabiano, por mais que o gol do brasileiro tenha sido bonito, foram contra as regras do esporte. Mas os juízes não viram, e o lance seguiu. Acontece. Sorte para o futebol pelo golaço que fez o brasileiro. E pra quem zoa a França pela eliminação ridícula e a crise vivida na África do Sul.

Mas o lance de Luís Suárez é completamente diferente. É um recurso do futebol. O atleta foi punido. O time foi punido. E a escolha foi certa. Mesmo que Gyan marcasse o gol, a escolha teria sido correta. Trocar um gol, ainda mais no último minuto de uma prorrogação, é a opção acertada de um jogador de futebol. Tomar o gol e ser eliminado seria pior que “quebrar” a regra do esporte e meter a mão na bola. O atacante uruguaio escolheu ficar de fora do jogo, mas dar à sua seleção a chance de vencer.

Indepentente do resultado, Suárez fez a escolha certa. Fosse aos 30 do segundo tempo, seria boa escolha. É do futebol. Time e jogador foram punidos, diferente dos lances de Henry e Luís Fabiano, cujos lances, ilegais, seguiram.

Não que isso tire a plasticidade do gol do centroavante brasileiro. Mas o gol não deixa de ter sido ilegal =D

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FINALMENTE: Toy Story 3

Escrito por Felipe Barros em 30.06.2010, 23:39

Toy Story 3

Resumindo: de cortar o coração.

A Pixar detonou de novo, óbvio! Não dá pra competir com os produtores de Procurando Nemo, Monstros S.A. e Wall-E. É impossível! Eles dominaram totalmente a forma de fazer filmes que mexam com os sentimentos dos espectadores e, tecnicamente, melhoram a cada ano. E olha que eu assisti em 2D…

Não vou analisar os aspectos ou os personagens do filme. A história é sensacional. De fato, o melhor filme da trilogia. Mas não o melhor da Pixar. Sinto muito, mas para superar Wall-E vai ser muito difícil. E a Pixar não é o Galvão Bueno pra se superar a cada dia.

Uma coisa eu digo: O GARRA DETONA!

Fim.

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Dunga em: um dia de fúria

Escrito por Felipe Barros em 23.06.2010, 23:07

Pretendo que esta seja a última vez que toco no assunto. E hoje vou dar um toque mais bem humorado pra história.

O vídeo é antigo (nos padrões internet-140-caracteres-segundo-a-segundo), mas é uma boa paródia com o que aconteceu. Bom para dar umas risadas. Mas antes, queria que você, estimado leitor, querida leitora, pensasse um pouco no que o Leonardo sugeriu nos comentários de um ótimo texto que li sobre tudo isso (que recomendo, claro):

“Se fosse algum humorista do Pânico ou do CQC que tivesse sido xingado, qual seria a reação das pessoas? Eu acho que elas iam cair matando no Dunga”

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Cala boca Tadeu Schmidt?

Escrito por Felipe Barros em 22.06.2010, 23:58

Você, leitor ou leitora informado, que lê jornal, acompanha o noticiário dia-a-dia, já deve ter ouvido falar na história do Cala boca Galvão que apareceu no twitter, ganhou o mundo e foi parar no El País e no New York Times. A brincadeira fez o mundo acreditar que se tratava de uma campanha para salvar o pássaro galvão – ou seria um novo single da Lady Gaga. Legal, achei a piada sadia e inteligente.

E agora surge o CALA BOCA TADEU SCHMIDT, uma reciclagem dessa ideia. Dessa vez, querem “salvar” os macacos. Puxa, quanta criatividade! Não sei se alguém engoliu a história. É provável, já que muita gente nem soube que a primeira era uma piada interna de toda uma nação.

Um dos tweets diz: “xingou o técnico, é jornalismo; xingou os jornalistas, é crime contra a liberdade de imprensa. CALA BOCA TADEU SCHMIDT”. Não cheguei a procurar o autor original dessa pérola. Mas achei ridículo. Uma coisa é ser crítico ao estilo do treinador da seleção brasileira. Outra coisa é uma pessoa xingar a outra estando as duas em exercício de suas profissões. Com um agravante: transmitido ao vivo para o mundo inteiro.

Em primeiro lugar, nenhum jornalista sério jamais xingou o técnico Dunga. Críticas ao seu trabalho são coisas inerentes ao exercício da profissão. Seja ela qual for, inclusive. O ex-volante tem um histórico contra a imprensa que vem desde 1990. O cara está completamente paranóico. Não que isso seja motivo pra impedí-lo de treinar uma seleção brasileira. Discordo que ele tenha qualificação, mas os números de Dunga à frente do Brasil são inquestionáveis. Pra quem se importa exclusivamente com números, claro.

Não conheço nenhum caso de jornalista que tenha desrespeitado o treinador. E trabalho no meio. Agora, história do treinador desrespeitando repórteres tem de monte. Ele tem todo o direito de não atender os jornalistas fora das coletivas de imprensa (das quais é obrigado a participar, na maior parte das vezes). Mas é dever dele, como ser humano, tratar os outros com respeito. E isso ele não faz nas coletivas, em que parece pensar o tempo todo que aquele monte de gente que está ali fazendo-lhe perguntas está só esperando o momento certo pra atacar e acabar com sua raça. Birutice da mais esquisita…

Sei que Dunga não é o único vilão nessa história. A Globo não é nenhuma santa. O treinador, inclusive, tem mérito em um ponto: acabou com o privilégio da emissora em entrevistar os jogadores da seleção. Agora ninguém pode entrevistar jogador. Ok, opção dele que precisa ser respeitada.

Eu concordo que o jornalismo esportivo da Globo está ruim. Não gosto do estilo do Thiago Leifert nem do Tadeu Schmidt. Mas isso não é pretexto pra apoiar o que o Dunga fez. Mantenho o que escrevi ontem: o que o treinador da seleção fez é inaceitável. Nada justifica.

Não gosta da Globo? Encontre meios alternativos de acompanhar os jogos do seu time. O rádio e a internet estão aí para atender aos anseios de cada ouvinte/internauta. Jornalismo também não é exclusividade da emissora. Mas criar uma campanha pra mostrar pra Globo que ela não é a poderosa, sinto muito, mas é muita vergonha alheia.

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Nada justifica

Escrito por Felipe Barros em 22.06.2010, 0:06

Tentei pensar numa situação hipotética para aproximar mais você, leitor, da história dunga versus imprensa. Mas não consegui. Então vou direto ao ponto, mesmo.

Nada no mundo justifica o que o treinador fez na coletiva pós-jogo de ontem. Não interessa o que fez Alex Escobar. O repórter podia estar imitando o técnico. Seria uma tremenda infantilidade do repórter global, mas não foi o que aconteceu. A versão da Globo é de que ele estava ao telefone e discordou de uma afirmação de seu interlocutor. Não vi nenhum outro jornalista contestar essa versão.

Se Dunga estava incomodado com o repórter, tinha todo o direito de perguntar se havia algo errado, como ele fez. Mas ficar sussurando palavrões e xingamentos foi infantil e anti-profissional da parte dele. Se ele achou o repórter um “cagão” por não ter dito em sua cara que discordava de algo, Dunga também foi um “cagão” em ficar sussurrando palavrões.

O mau trato do técnico da seleção não é de hoje. Dunga nunca gostou de jornalistas. Não é mesmo obrigado a gostar. Mas ele é uma figura pública. Tem que saber tratar as pessoas. Porque, acredite ou não, jornalistas também são pessoas. E por pior que eles tenham tratado Dunga esse tempo todo – e, na minha opinião, nunca faltaram com respeito com o treinador, apesar de raramente fazerem perguntas realmente inteligentes – nada justifica a atitude do “professor” com os repórteres.

Crítica todo mundo recebe. Seja figura pública ou não. O modo como cada um de nós encara as críticas que recebe no dia-a-dia é problema nosso. Mas nunca, em momento algum, podemos perder o controle e sair xingando, chutando, socando um crítico. Você ouve o que a pessoa tem a dizer e aí decide se vai rebater ou ignorar. E, se for rebater, tem que manter o nível.

Agora, o que me impressiona na história toda é a confusão que as pessoas fazem. “Ah, a Globo e seus jornalistas merecem isso mesmo! É o fim do monopólio da informação, blablabla”. Amigão, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Estamos falando aqui em desrespeito de um profissional com outro. Tem gente feliz com a história! Dizendo que é bem feito pro Escobar.

Amigos, se algum dia algum de vocês for desrespeitado no exercício da sua profissão, não venham chorar. “Quem não quer conviver com elas [críticas] deveria se esconder em casa e também renunciar aos elogios.” É, quem diria. Eu concordo com o Mauro Cézar Pereira dessa vez.

O melhor texto sobre o assunto que li hoje é o do Flavio Gomes: Dunga, a Globo, a imprensa.

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Futebol na Copa 2014 é mero detalhe

Escrito por Felipe Barros em 16.06.2010, 22:17

O veto ao estádio do Morumbi de sediar jogos da Copa do Mundo de 2014 foi politicagem pura.

Mesmo que o São Paulo tenha dado motivo para ter seu projeto contestado e não tenha corrido atrás da maneira como devia para viabilizar o estádio técnica e financeiramente.

Há muito se sabe que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não se bica com Juvenal Juvêncio e o São Paulo. E, apesar de Juvenal ter votado em Teixeira nas últimas eleições da CBF após receber a garantia de que teria o estádio tricolor como palco dos jogos paulistas no Mundial, o veto ao Morumbi foi um ato de retaliação do presidente ao Tricolor.

Esse ano, tivemos eleições para o Clube dos 13. O candidato apoiado por Ricardo Teixeira era o oposicionista Kléber Leite. Mas Juvenal Juvêncio votou em Fabio Koff, candidato da situação (e já presidente do C13 desde 1996). O presidente são-paulino era, inclusive, vice na chapa de Koff. E Teixeira deu o troco pela falta de apoio a seu candidato.

Pura politicagem. E a Copa do Mundo de 2014 vai ser isso, como já está sendo desde a decisão das cidades-sede. Que são 12, e não 10, como gosta a Fifa. E tem, inclusive, Manaus entre elas, em vez de Belém, muito mais tradicional no futebol, com Remo e Paysandu.

A lista de podridões desse Mundial vai longe. E é só o começo. Eu apoiei o Brasil como sede para a Copa 2014. Hoje me arrependo. A festa da gastança ainda não começou, mas dá toda a pinta de que será, sim, terrível! E o futebol? Será mero detalhe no Mundial brasileiro.

A derrota do Morumbi é uma derrota do povo paulista, não só do São Paulo e de seus torcedores. Por mais que o Tricolor tenha vacilado, e muito, na história. Esperou que a abertura caísse no colo de seu estádio por falta de opção. Agora o clube vai ver mais um estádio subir na já saturada capital do Estado.

Pobre povo paulista.

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Qual propaganda é melhor?

Escrito por Felipe Barros em 17.05.2010, 21:06

No Brasil, a Brahma (que, apesar das péssimas propagandas ainda é minha marca de cerveja preferida nos botecos da vida) lançou a campanha em favor da seleção brasileira comparando o futebol à guerra. O jogador brasileiro é guerreiro em campo e curte um samba na concentração. BLERGH!

Na Argentina, a TyC Sports lançou campanha publicitária destacando as diferenças culturais entre os argentinos e os habitantes do primeiro mundo. Primeiro, os hermanos falam como os americanos e europeus são mais educados e civilizados que os argentinos. Depois, os europeus e americanos destacam a paixão argentina pelo futebol.

Uma das passagens mais bonitas é o careca barbudo falando que “eles jogam com o coração”. Muito melhor do que ser “guerreiro! BRAHMEIRO!” BLEH!

Veja o vídeo da propaganda argentina abaixo. O da Brahma você vê a qualquer momento na sua televisão. Ou não, o controle remoto é serventia da casa:

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