Fifa não vai punir Zúñiga e dá o recado: só não vale morder

7/7/2014 - 15:14 Nenhum pedido
Zúñiga derruba Neymar com uma joelhada nas costas. Normal do futebol?

Zúñiga derruba Neymar com uma joelhada nas costas. Lance normal?

A Fifa anunciou, nesta segunda-feira, que não vai punir o colombiano Camilo Zúñiga pela joelhada nas costas de Neymar, que tirou o camisa 10 dos últimos dois jogos do Brasil na Copa de 2014. Apesar da pesada punição ao Suárez, que mordeu Chiellini, mas não o tirou de nenhum jogo e não o impediu de praticar sua profissão por um dia sequer, a entidade entendeu que a entrada de Zúñiga foi um lance de jogo e não passível de punição.

Zúñiga deveria, sim, ser punido pela Fifa. Mas isto não significa que o povo brasileiro tenha direito de fazer justiça com as próprias mãos, como fez nestes últimos dias ao ameaçar o jogador, com ofensas racistas (dizer “não sou racista” não significa que você não é racista, sinto muito), e sua família, além de outros cidadãos colombianos que nada têm a ver com a história.

A culpada pela ausência de Neymar dos jogos finais da Copa do Mundo é exclusivamente da Fifa. Foi ela quem orientou os árbitros a economizarem em cartões no torneio. Quando o juiz não deu cartão amarelo ao próprio Zúñiga, ainda no primeiro tempo, quando o lateral colombiano entrou com as travas da chuteira no joelho de Hulk, foi por ordem da Fifa. Durante todo o jogo, apesar das 54 faltas cometidas, foram aplicados apenas três cartões. Por ordem da Fifa.

Podemos até concordar que o lance foi “de jogo”. Nada anormal, como o ataque de Luis Suárez a Giorgio Chiellini. Mas não dá pra dizer que não houve maldade no lance. Zúñiga está claramente olhando a bola, mas sabe que Neymar está por ali. Duvido que sua intenção fosse tirar o astro brasileiro do Mundial. Talvez só quisesse tirá-lo do jogo.

Marcelo foi o primeiro a chegar e perceber a gravidade da lesão em Neymar, mas não partiu para cima dos colombianos

Marcelo foi o primeiro a chegar e perceber a gravidade da lesão em Neymar, mas não partiu para cima dos colombianos

E a reação dos companheiros brasileiros e do juiz também dão a entender que tudo foi uma fatalidade. Como escreveu José Antônio Lima, no blog EsporteFino:

Em um ambiente nublado pelo ufanismo, esqueceu-se o fato de o juiz ter dado vantagem no lance (e portanto não ter considerado aquele um ato anti-desportivo); a ausência de indignação com a falta de Zuñiga por parte dos jogadores do Brasil, que inclusive deram sequência ao lance; o comentário pós-jogo de Felipão, segundo quem a entrada não foi intencional; e a afirmação, por parte do médico da seleção brasileira, de que a lesão de Neymar não é incomum no futebol. Esses fatos não inocentam Zuñiga, mas são indicações de que é plausível a possibilidade de o lance ser considerado “de jogo”. Outro indicativo é o fato de grande parte das reações indignadas ter surgido depois de o país ser abalado pela notícia da grave contusão de Neymar, não imediatamente após a falta de Zuñiga.

Agora, por decisão da Fifa, Camilo Zúñiga não será punido e todos os marcadores mais violentos que ele – que, apesar da aparência na partida de sexta, não é um jogador violento – estão liberados a continuar dando botinadas e joelhadas a torto e a direito, pondo em risco a saúde de adversários, que também são colegas de profissão. O recado da Fifa está bem claro nesta Copa: só não vale morder.

A primeira imagem é do 8bit Pixel. A segunda, da Getty Images, “emprestada” de uma notícia no site The Telegraph.

Nossos médicos são “ricos”, são “cultos” e são tremendamente mal-educados

28/8/2013 - 16:05 Nenhum pedido

Um dos episódios mais marcantes, para mim, na grita geral dos médicos Brasil afora contra a contratação de profissionais estrangeiros para ocupar vagas recusadas pelos nativos nas periferias mais longínquas do país, aconteceu no final de julho, na frente do Ministério da Saúde. “Somos ricos, somos cultos. Fora os imbecis corruptos”, gritaram, contra o programa Mais Médicos.

Óbvio que o grito de guerra virou piada na internet. E é impossível não lembrar do episódio menos de um mês depois, quando, na chegada dos médicos estrangeiros (e, especialmente, cubanos), a xenofobia deixou as sombras para aparecer claramente, em forma de vaias, em Fortaleza. Não é mentira, tem vídeo e saiu em todos os veículos, dos mais sérios aos mais posicionados à extrema esquerda.

Uma aula de falta de educação e ignorância. Ontem era claro em minha timeline do Twitter a vergonha que brasileiros sérios sentiam por este novo episódio nesta história. Mas não foi a primeira demonstração de falta de educação da classe média-alta do país. Pois foi o pessoal com o mesmo nível de educação e renda que já vaiou presidentes eleitos democraticamente em, pelo menos, três ocasiões que consigo me lembrar.

E, claro, a internet não tardou em comparar o episódio em Fortaleza com outro, acontecidos nos Estados Unidos. Há 56 anos, em 1957.

Little Rock, 1957 / Fortaleza, 2013Comparem essas duas fotos. A primeira foi tirada em Little Rock, Estados Unidos, 1957, e mostra a estudante Elizabeth Eckford chegando para o seu primeiro dia de aula numa escola sem separação racial. Precisou de reforço policial para conseguir entrar.

A segunda foto foi tirada em Fortaleza, ontem, quando médicos brasileiros brancos e bem nascidos fizeram um corredor para vaiar seus colegas cubanos, muitos deles negros, que vieram ao país contratados para atuar em cidades pequenas do interior para os quais os brasileiros não querem ir

A comparação não é em relação ao racismo, mas sim à ignorância, à recusa em aceitar o diferente. Um atraso de 56 anos. O Brasil é o país solidário? O povo brasileiro é educado e acolhedor? Mais uma mentira marketeira. Somos racistas, xenófobos, mal-educados. Só escondíamos melhor, talvez.

E a resposta de Juan Delgado, um dos médicos cubanos vaiados, é de uma elegância ímpar. “Seremos escravos da saúde, dos pacientes doentes, de quem estaremos ao lado todo o tempo necessário. Os médicos brasileiros deveriam fazer o mesmo que nós: ir aos lugares mais pobres prestar assistência”, disse, à Folha de São Paulo.

Os cubanos foram acusados de serem escravos (vão ganhar em torno de 10 mil reais por mês pelos serviços à população carente brasileira). “Vamos ocupar lugares onde eles não vão”, explicou Delgado, numa lição de humanidade que deveria enrubescer o povo brasileiro da cabeça aos pés.

De que adianta, então, ser “rico e culto”, se faz papelões deste nível? A classe médica brasileira está se envergonhando a cada novo capítulo da batalha contra o programa Mais Médicos.

Dos males, o menor

A presidente Dilma Roussef, o ministro da Saúde Alexandre Padilha e até o governo do estado do Ceará já se manifestaram sobre o caso. Dilma chamou de “imenso preconceito” as manifestações contra os cubanos. Padilha classificou o ato como xenófobo. E a secretaria estadual do Ceará, junto ao ministério da Saúde, promoveu um ato de desagravo contra as hostilidades aos médicos estrangeiros.

PS: E pra não dizer que estou sendo preconceituoso contra a classe médica, cito aqui o comentário infelicíssimo de uma jornalista sobre o caso:

Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas tem uma Cara de empregada doméstica. Será que São médicas Mesmo? Afe que terrível. Médico, geralmente, tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência…Coitada da nossa população. Será que eles entendem de dengue? Febre amarela? Deus proteja O nosso povo!

A jornalista Michelline Borges até voltou atrás, pediu desculpas e apagou o texto de seu Facebook. Mas a merda já estava feita e serve de mais uma lição de como não se usar as redes sociais.

Link para o post original do Facebook com a comparação das fotos.

Sobre a foto de 1957, a Piauí tem uma matéria bem bacana, de novembro de 2011: Ódio revisitado

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É científico: ser religioso não faz de você uma boa pessoa…

22/11/2012 - 15:35 Nenhum pedido

Tá na Superinteressante:

Quanto mais religioso você é, menos age por compaixão

As religiões pregam a compaixão com o próximo. Mas, na prática, quem é religioso não liga muito para a compaixão. Isso foi constatado por um estudo da Universidade de Berkeley, nos EUA, que analisou a vida e os hábitos de 1 337 pessoas adeptas de vários credos. As pessoas menos religiosas se guiavam principalmente pela compaixão quando faziam algum ato de caridade – como oferecer o assento do ônibus a um estranho, por exemplo. Já entre os mais devotos, era diferente. “Os mais religiosos baseiam sua generosidade em outros fatores, como a doutrina e a reputação ante os membros da comunidade”, diz o sociólogo Robb Willer, autor do estudo.

A tese de Willer foi comprovada por outro estudo, em que 210 estudantes de diversas religiões, classes e etnias participaram de um jogo. Cada um recebeu uma quantidade de pontos que poderiam ser trocados por dinheiro. E decidia se compartilhava os pontos ou guardava para si. Resultado: entre os menos devotos, a compaixão pesou muito nas atitudes em favor do grupo. Já entre os devotos, a compaixão quase não influiu – eles sempre doavam valores parecidos, independentemente dos sentimentos que tinham em relação aos demais participantes.

É óbvio que isso não significa que todo religioso seja menos preocupado com o próximo que todos os sem religião, ou que todos os que não têm religião demonstram compaixão por todas as pessoas.

Mas é uma coisa a se pensar, não?

A grande mudança que não aconteceu

17/5/2012 - 23:41 Nenhum pedido

Enquanto corria para atravessar a rua antes da fila de carros que chegava, nosso herói pensou, por um milésimo de segundo, que poderia ter tropeçado nas próprias pernas, caído no meio da rua e acabado atropelado.
“Que sorte que eu dei agora, hein. Podia ter caído e PLÁ, passava um carro por cima de mim”, pensou, ao colocar o primeiro pé a calçada, já do outro lado da rua. “Imagino que não seja isso o que está pensando o Felipe de um universo alternativo. Aquele que tropeçou, caiu e foi atropelado. Esse, coitado, tem azar”, imaginou o protagonista desta história.
Neste ponto, o jovem adulto já atingia a metade de seu caminho entre a rua atravessada e o ponto em que pegaria o ônibus que o deixaria mais próximo de sua casa. Mas não se esquecera de sua versão do universo alternativo, que talvez estivesse agora no chão, inconsciente e… bem, vamos deixar os detalhes de lado.
“Ou será que sou eu o que tem sorte mesmo? E se o outro Felipe foi atropelado por alguém que vai mudar sua vida? De repente ele ganha um processo milionário na Justiça, sei lá. Ou tem alguma epifania no último milésimo de segundo antes de ser atingido e faz a vida com ela depois?”, sonhou o rapaz.
Já dentro do ônibus, manteve a argumentação consigo mesmo. “Ou sei lá, vai saber que tipo de mundo é esse nesse universo alternativo. Tantas possibilidades. Acho que nenhum cérebro humano consegue imaginar todas elas, quanto mais o meu”, pensou, para complementar para si próprio, rindo mentalmente. “E muito menos o do meu eu atropelado, que deve estar desacordado agorinha mesmo, na rua. O cérebro deve estar sofrendo pra se manter funcionando. É, vamos ficar com a ideia de que eu tive sorte, vai”, convenceu-se.
Daí para a frente, sua mente se distraiu com a quantidade absurda de pessoas que não parava de entrar em um ônibus na Zona Sul de São Paulo às 10 e vai saber quantas horas da noite. “É, senhor prefeito. Os ônibus da zona sul estão mesmo perfeitos, parabéns pela gestão nota 10″, concluiu o personagem da história.
E a vida seguiu normal, sem nenhuma grande mudança. “Diferente do meu eu atropelado, né?”, finalizou.

E para o amigo que teve a paciência de ler um texto tão bobo, aí vai uma belíssima recomensa:

Mariana Ximenes declarou: "não vou passar nessa vida sem ser mãe"

Mariana Ximenes declarou: "não vou passar nessa vida sem ser mãe"

Eu digo: "Vem, Mariana. Venha ser a mãe do meu filho"

Eu digo: "Vem, Mariana. Venha ser a mãe do meu filho"

Cheguei a 2007 e criei um tumblr!

28/11/2011 - 19:28 Nenhum pedido

Café com Rum. Acesse.

Érika Mader, musa do Café com Pão

A Érika Mader já acessa meu Tumblr. E você, tá esperando o quê?

Outro dia recebi uma mensagem de um serviço que nem sabia que eu tinha assinado me avisando que completavam-se quatro anos da criação da minha conta no Twitter. Não comemorei nem nada, até porque era sexta-feira e eu já ia no bar de qualquer jeito. E mesmo que fosse uma segunda, eu não ia usar de justificativa pra ir beber, porque não sou alcoólatra, mas não preciso de desculpa pra ir ao bar. E não comemoro nem aniversário, por que iria comemorar quatro anos de Twitter?

Enfim, é claro que é tiração de sarro minha dizer que “cheguei a 2007 e criei um Tumblr“. Tenho Twitter desde o final do referido ano, afinal de contas. Mas que seja.

A ideia é manter o blog, mas ele vai ficar cada vez mais abandonado à medida que seu irmão Café com Rum ganha minha atenção. É mais simples de atualizar, já tenho uma ideia de que tipos de posts vou fazer por lá. E é mais rápido. Volto a focar textos mais longos para o Café com Pão. Mais pensados, mais pesquisados, etc.

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Quero polícia para servir e proteger, não para reprimir e punir

8/11/2011 - 23:13 Nenhum pedido

No último domingo, aproveitei que meu irmão estava viajando e emprestei o carro dele para ir à casa de minha mãe fazer uma visita rápida. Na ida, tudo correu tranquilamente. Mas, na hora de ir embora, o carro não ligava. Era madrugada numa rua deserta do Brooklin, e eu tentava fazer o carro pegar. Minha tia e minha prima, que estavam dentro de casa, perceberam que havia algo errado e foram até o portão ver se precisava de ajuda.

Depois de uns dez minutos, resolvi tentar empurrar o carro. Na hora que saí, outro carro com faróis apagados virou a esquina. Esperei ele passar, com algum receio, para agir. Mas o carro foi parando logo atrás de onde eu estava. Percebi que era uma viatura policial quando já estava a poucos metros de mim. Fiquei apreensivo, mas imaginei que eles poderiam oferecer ajuda.

Levei um susto quando os dois policiais desceram do carro de armas na mão, apontadas diretamente para mim. Mandaram eu colocar as mãos para cima, no momento em que meu outro irmão ia saindo do carro. O policial fez alguma ameaça que não entendi sobre a porta que se abria. Quando me recuperei e entendi o que estava acontecendo, falei calmamente: “Mas o carro é meu!”

Eles baixaram as armas, ficaram levemente constrangidos e começaram a se desculpar. “Tem muito furto de veículo na região”. Minha tia já tinha saído e começou a explicar que o carro não pegava, que íamos empurrar, etc. Depois de alguns minutos, resolvi tentar ligar uma última vez. O carro pegou e fomos embora, não sem antes ouvir mais uma vez os policiais justificarem que “tem muito furto de veículo, temos que ficar atentos”.

Ok, concordo. Mas não concordo com a abordagem que eles fizeram, e sei que eles mesmos sabiam estar errados. Para a sorte de ambos, estava escuro e eu não anotei nenhuma identificação da viatura. Não que fosse servir de algo…

Você não deixaria a PM reprimir uma garota como a Emma Stone. Deixaria?

Você não deixaria a PM reprimir uma garota como a Emma Stone. Deixaria?

Em junho, um menino de 14 anos foi morto por um PM em um “disparo acidental”. Não é de se espantar que uma coisa dessas pudesse acontecer, visto o modo como a polícia age, considerando qualquer um suspeito até que se prove o contrário (e não o inverso, como está na Constituição).

Meu irmão, o dono do carro, disse que a abordagem foi certa porque, se eu fosse bandido, poderia estar armado e atirado nos PMs. Eu discordo. Mas não é de se esperar que o brasileiro compreenda o que há de errado nos homens que deveriam nos servir e proteger, mas o que fazem mesmo é punir e reprimir.

“O Brasil segue sendo um dos poucos países do mundo a ter uma polícia MILITAR para garantir a segurança de CIVIS. Parabéns para o Brasil que vê algumas de suas universidades padecerem por falta de luz, mato alto, infraestrutura decadente e, sem resolver a causa, luta contra o sintoma, clamando por por gente armada na confusão de porrete com segurança”, escreveu, no Twitter, Edemilson Paraná, se referindo à ação da tropa de choque hoje, na USP. Mas que serve para a situação que eu vivi (e que só não foi pior porque sou branco).

O que me leva ao caso da invasão à reitoria da USP. Não vou entrar aqui na discussão se os alunos estavam certos ou não. A questão aqui é que porrada e violência não deveriam ser a resposta. Mas, no Brasil – e, especialmente em São Paulo – tem sido cada vez mais comum o uso da truculência para dissipar protestos. E a classe média sofrida aplaude, urra a cada cassetada que o policial acerta no manifestante “vagabundo”.

“Era isso que os moleques tentavam dizer no protesto atual: a maneira como a PM age no campus e os agentes que a comandam não se encaixam no espírito de livre pensar de uma UNIVERSIDADE. O pensamento socrático foi algemado pela truculência do Estado”, observou Marcelo Rubens Paiva, em seu blog, vejam só, no Estadão.

A PM paulista é mal treinada. Não sabe lidar com o cotidiano de uma cidade como São Paulo. E seu comando não ajuda em nada. Mas está tudo bem, está tudo tranquilo. Enquanto Datenas e afins se mantiverem do lado da violência e espalharem a mentalidade do “bandido bom é bandido morto”, pode ter certeza que nada vai mudar.

Já ficou mais do que claro que a classe média paulista, especialmente o lado branco desta, está sempre a favor da truculência policial. Foi assim na Marcha da Maconha (que se tornou Marcha pela Liberdade e acabou em porretada, gás lacrimogênio e perseguição da tropa de choque do Masp até  o centro, com gente ferida, jornalistas agredidos e caralho a quatro), é assim em todo protesto que contrarie a ordem vigente. Mas tudo bem fazer marcha contra a corrupção, desde que se deixe de lado o governo do Estado, tão limpinho e brilhoso.

A sociedade brasileira está doente. A presunção da inocência que se dane. Policial tem que revistar qualquer um que julgar suspeito. “Quem não deve, não teme”. Pensa-se a polícia ainda como se fazia na época da ditadura. É pau em cima de quem desobedecer o Estado.

Nem a Amanda Seyfried tem o direito de abusar que nem a PM paulista!!

Nem a Amanda Seyfried tem o direito de abusar que nem a PM paulista!!

Já o digníssimo governador Geraldo Alckmin disse que os alunos precisam “ter aulas de democracia”. Concordo. Mas não são apenas eles, senhor governador. Sobre isso, dou, novamente, a palavra a Marcelo Rubens Paixa: “Venceram a generalização, o debate político raso e o Estado maniqueísta. Perderam a dialética e os movimentos sociais. Perdeu a DEMOCRACIA [o diálogo]“.

Há 20 anos no poder, o PSDB paulista jamais dialogou com manifestantes. É sempre borrachada na galera.

OBS: se você duvida que houve excesso de força policial na ação da USP de hoje, leia esse relato de uma jornalista do Jornal do Campus que presenciou tudo. Antes de abrir o texto com preconceito de “é gente do lado dos vagabundos”, dá uma olhada nesse trecho:

“Enfim, sou contra a ocupação. Sempre tive várias críticas ao Movimento Estudantil desde que entrei na USP. Nunca aceitei a partidarização do ME. Me decepciono com a falta de propostas efetivas e com as discussões ultrapassadas da maioria das assembléias. Mas, nada, nada mesmo, justifica o que ocorreu hoje. Nada pode ser explicação pra violência gratuita, pro abuso do poder e, principalmente, pela desumanização da PM”.

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Desafiando o Defy

23/10/2011 - 21:17 Nenhum pedido

Eu tenho um Motorola Defy, aquele celular à prova de água, que não risca e superresistente. Ontem, provei a uma pequena plateia e à câmera de um iPhone o quanto este aparelho suporta.

ps: peço desculpas pelo final do vídeo estar de ponta cabeça. É que o cameman Leopoldo é quase tão retardado quanto eu…

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