95% dos seguidores de Ronaldo no Twitter não são são-paulinos

Escrito por Felipe Barros em 28.07.2010, 15:58

Em seu perfil oficial, o atacante Ronaldo fez uma rápida pesquisa com seus seguidores para saber qual seria a preferência deles para a partida desta quarta-feira entre Internacional x São Paulo, pela Copa Libertadores da América. E, segundo o próprio jogador, 95% das respostas foram favoráveis ao Colorado.

“Estou com uma dúvida. Para quem meus seguidores irão torcer na semi da Libertadores hoje?”, postou o Fenômeno, por volta das 11h15. O resultado foi divulgado pelo atacante aproximadamente quatro horas depois. “Pelo que vi das respostas, 95% dos meus amigos aqui devem ser nascidos em Porto Alegre”, revelou.

O “cálculo” foi feito pelo próprio Ronaldo. Nenhum instituto de pesquisas registrou o resultado, que não deve ser levado ao pé da letra. Mas fica claro que a maioria dos seguidores do atacante têm preferência por uma vitória do Inter na Libertadores. Logo, há poucos são-paulinos seguindo o perfil do Fenômeno.

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@oclebermachado e a “orkutização” do Twitter

Escrito por Felipe Barros em 20.03.2010, 20:49

No começo do ano passado falava-se muito na “orkutização” do Twitter. Os blogueiros meritocratas brasileiros chiavam que a popularização da ferramenta do pássaro azul não podia ser boa coisa, num #mimimi digno deles próprios. Esse pessoal adora uma choradeira por nada. A argumentação era tão fraca que nem vale a pena lembrar o que eles diziam.

Até ontem, a tal “orkutização” do Twitter havia passado completamente despercebida por mim. Afinal, eu só sigo quem eu quero. Mas um fato mudou a minha percepção da ferramenta: as piadas do fake do narrador da Globo, Cléber Machado, ou @oclebermachado, sobre o falecido piloto de fórmula 1 e ídolo nacional Ayrton Senna.

“Senna conseguiria correr na Fórmula 1 aos 50 anos? Nunca vamos saber, porque ele morreu antes dos 50. Por outro lado, se Senna não tivesse morrido, ainda estaria vivo.”

Esses dois tuites (primeiro e segundo) geraram uma reação tão estúpida por grande parte dos seguidores do fake que pode explicar muito sobre o que é o brasileiro médio. “Sem graça essa do Senna, eu gosto de você, mas vamos respeitar os ídolos que já se foram”, tuitou @prozerocomjao, numa das críticas mais elegantes dentre as dezenas de replies dados a “Cléber” e retuitados com mais piadinhas dele.

Para @RVieira, o fake tomou “um unfollow meu pra aprender NUNCA MAIS ZUAR O SENNA! O MAIOR DE TODOS OS TEMPO E MUITO MAIS BRASIEIRO Q VC!” (sic). Entre tantas outras besteiras tuitadas e replicadas pelo próprio @oclebermachado, essa é uma das que melhor ilustram o patriotismo ufanista ensinado pela Rede Globo (ou RG, já que ela adora inventar siglas pra escuderias de F1 e times de futebol).

O mais interessante de tudo isso é que, se analisarmos o perfil do fake, fica difícil entender a confusão dos internautas. Na bio está escrito: “Vou filosofar? Sim. Vocês irão gostar? Talvez. Esse twitter é real? Não. É uma crise pontual. Ou não.” Mas o mais engaçado é que o nome do perfil não é mais Cléber Machado há tempos. É Pensador do Século.

Afinal de contas, aprendi que houve mesmo uma espécie de “orkutização” do Twitter. Mas ela pouco me afetou, e aposto como pouco afetou a maioria dos tuiteiros. Tanto que o #mimimi do começo do ano passado já ficou pra trás e pouco se vê gente reclamando dessa popularização do microblog.

Defesa ao Pensador do Século

O colunista Flavio Gomes, que chegou a defender o tuiteiro pela ferramenta declarando: “Estou me divertindo com @oclebermachado, vitima da histeria sennista. Bem-vindo ao clube!”, escreveu um ótimo texto sobre os 50 anos de Senna.

Nele, diz que as pessoas entenderam errado a mensagem do piloto. Ou melhor, que ninguém sequer entendeu a mensagem do tricampeão da Fórmula 1. Senna não corria pelo País. Corria por si mesmo e por seus empregadores e patrocinadores. O que não significa que não amava o Brasil.

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Tessália peladona na playboy de março

Escrito por Felipe Barros em 03.03.2010, 0:52

A Playboy de março tem na capa Tessália Serighelli, a twittess, publicitária e ex-BBB. Tess estará em fotos que mostrarão tudo o que as câmeras da casa não conseguiram mostrar. Ou não.

Tessália é, para quem não sabe, uma usuária do Twitter que ficou famosa, especialmente, depois de usar um script para aumentar seu número de seguidores. O treco adicionava pessoas automaticamente à sua lista de seguidores e muita gente, por reciprocidade, a seguia de volta.

E isso enfureceu os blogueiros – e agora tuiteiros – meritocratas brasileiros. Por vários motivos que não me interessa julgar aqui, o pessoal que a tuiteira chamou de “velha guarda da internet” declarou informalmente uma guerra à garota.

Fato é: se ela não tivesse posts interessantes, o número de seguidores cairia com o tempo, naturalmente. Eu a segui por uns dois dias, não gostei, parei de seguir. Logo, se ela conseguiu um número alto de seguidores, algo de bom ela fornecia a essas pessoas.

Alheio a tudo isso, Boninho convidou Tessália à décima edição do BBB. E a menina caiu como uma luva no programa. Além de “conquistar” a audiência da tuitosfera meritocrática, que assistia pra poder falar mal “com conhecimento de causa”, a garota fez o diabo na casa. Brigou, jogou, chupou, falou, chorou. De tudo um pouco.

Eliminada da casa com 78% dos votos, em um paredão triplo, não demorou muito para o desafeto de 1 em cada 1,5 tuiteiro do Brasil posar para a revista que vive de ex-BBBs há anos. A Playboy de março vai mostrar a Tessália do jeito que veio ao mundo: nua, pelada e, se mantiver a linha das últimas edições, sem mostrar muita coisa, mesmo.

Mas vai vender. Na mesma proporção que água, provavelmente. E a reflexão de verdade que faço aqui depois de enrolar usando termos caça-trouxa do Google é: que mal fez Tessália Serighelli, a @twitess, que enfureceu grande parte dos blogueiros e tuiteiros do Brasil, foi ao BBB10 e agora está pelada na capa da Playboy?

Nenhum. E , por mais que tanta gente a odeie, ela se deu bem na vida. E muito bem. Melhor que, pelo menos, 99% dos blogueiros e tuiteiros que a criticaram, criticam e vão criticar nesse mundo. E isso incomoda muita gente.

Para mim, ela é mais uma em milhares, ou milhões, que se dão bem na vida, fazem sua fama entre alguns grupos de pessoas e pronto. Chato é ficar aguentando #mimimi de um monte de gente contra ela. Mas, ei, o unfollow tá aí pro que precisar, certo?

ps: uma dislexia me fez escrever o texto originalmente como se a Playboy fosse de abril. Culpa dos 1,26 microssegundos diários que o terremoto do Chile tiraram do meu dia. Texto obviamente corrigido.

ATUALIZAÇÃO – 10 de março de 2009

Em 5 de janeiro, o Gravatai Merengue postou A Twittess chegou lá: relevância x relevância, texto que defende mais ou menos o que tentei defender acima. Vale a leitura, mesmo que “atrasada”.

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Apenas uma brincadeira

Escrito por Felipe Barros em 26.02.2010, 0:49

A Revista Placar de fevereiro fez uma brincadeira que acabou não sendo nem um pouco aceita por diversos torcedores do Grêmio. Em uma matéria que fala sobre a contratação do Tricolor Gaúcho de vários ex-são-paulinos, a foto de abre mostra os jogadores que trocaram o Morumbi pelo Olímpico com a camisa do novo clube, enquanto eles riem, felizes da vida. A legenda diz: “eles estão rindo porque não sabem o que o vermelho significa para o gremista”.

Eles estão rindo porque não sabem o que a cor vermelha significa para um gremista...

Eu “esqueci” de um detalhe: o azul do Grêmio foi trocado digitalmente pelo vermelho do São Paulo (como você vê na foto acima).

No entanto, como a própria legenda da imagem diz, o vermelho não é uma cor nada querida pela metade tricolor de Porto Alegre¹. E aí os gremistas começaram a chiar que “isso não se faz com o manto sagrado tricolor, blablabla”.

A meu ver, a piada tá muitíssimo clara. Você vê a foto, lê a legenda e entende “ah, foi uma brincadeira e até lembraram que os gremistas não gostam do vermelho no uniforme”. O editor da Placar, Sérgio Xavier, gremista, até publicou um texto explicativo sobre isso em seu blog. E nem assim o pessoal aceitou. A chiadeira continua. Tem gente desejando que todos da Placar queimem no fogo do inferno, xingando e até exigindo desculpas.

Uma pessoa que exige desculpas por uma brincadeira inocente como essa não pode bater bem da cabeça. Uma pessoa que não consegue aceitar brincadeiras com seu time de coração não devia se envolver com futebol. O futebol tem que ser uma coisa saudável. Um torcedor brinca daqui, você responde dali e no final todos saem rindo. RINDO, eu disse, não matando ou espancando. Talvez um saia chorando…

Tem gente que leva o futebol a sério demais. E isso é perigoso.

1: Sei que Porto Alegre não é dividida metade-metade em gremistas e colorados. Foi só uma simplificação, não me torra a paciência com isso

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Cinco coisas que me irritam no twitter

Escrito por Felipe Barros em 28.01.2010, 23:06

Antes de mais nada, quero deixar claro que não há nenhum manual definitivo ou qualquer verdade absoluta sobre o twitter (ou sobre qualquer ferramenta). A internet é dinâmica e plural, cada um faz o uso de cada ferramenta como achar melhor. As linhas a seguir seguem apenas o meu ponto de vista sobre o twitter. Segue quem quiser (ou quem tem juízo ;p)

Resumindo, como tuitou meu amigo @rubensxd ontem, em menos de 140 caracteres, inclusive: “Existe uma regra, e é simples: Twitter é ferramenta, não estilo de vida”.

1 – Regras

Se você viu em algum lugar que existe uma regra não-escrita sobre seguir de volta, ignore. A diferença do twitter pras outras mídias sociais é que ninguém tem que “seguir de volta” pra ser “amiguinho”. Siga quem você achar melhor, quem seu coração mandar, sei lá.

O twitter não tem nenhuma regra. Nenhuma mesmo. Você sequer é obrigado a atualizar pra usar a ferramenta.

2 – Gente que reclama da própria timeline

Uma das coisas mais irritantes que uma timeline pode ter no twitter é gente reclamando de assunto repetitivo. Tá todo mundo falando sobre a mesma coisa? Então procura outras pessoas pra seguir, mané. E deixe de seguir quem só repete o mesmo assunto. Lembre-se: você não é obrigado a seguir ninguém no twitter.

Sua timeline quem faz é você mesmo. Siga as pessoas certas e dificilmente terá do que reclamar.

3 – Gente que tuita demais

Nem todo mundo tem smartphone pra ficar 24hs por dia no twitter. Eu costumo parar de seguir quem posta demais. Até porque geralmente essas pessoas não acrescentam absolutamente nada à minha vida. E aí eu fico três horas longe do twitter (até porque eu trabalho e me desloco numa cidade imensa chamada São Paulo, além de ter vida social) e quando vou ver, só tem tuites de um animal falando um monte de besteira. Dou “unfollow” sem dó.

4 – Gente que “narra” cada acontecimento da própria vida medíocre

Sério, não me interessa se você foi comer uma laranja, tropeçou no próprio pé ou descobriu que não tem cérebro. Eu, particularmente, uso o twitter como uma ferramenta pra “filtrar” assuntos relevantes, que me interessem. Não para saber se a barata da vizinha tá na cama do fulano ou do ciclano.

5 – Gente que coloca ponto, vírgula ou RT pra responder a alguém

Se eu não sigo determinada pessoa, provavelmente não me interessa a sua conversa com ela. Quando responder a alguém, faça a gentileza de simplesmente responder. Minha timeline agradece.

Faltou falar ainda em gente que fica punhetando a própria existência, retuitando elogios que recebe ou avisando ao mundo todo que bloqueou alguém. E não é só o @cardoso que faz isso. Por sorte, não tem ninguém na minha timeline que faz isso.

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Ah, a classe média brasileira…

Escrito por Felipe Barros em 09.09.2009, 0:59

O genial blog que meu amigo @dmilhioranca indicou hoje no twitter, o “The Classe Média Way of Life” é uma das coisas mais engraçadas – e reais – que já vi na internet. Humor fino, do bom, feito apenas com a realidade. É tarefa pra poucos!

Obviamente, o blog não é perfeito. O autor esquece de fazer a distinção entre classe média, classe média-alta e classe média-baixa. Tem posts sobre a classe média-alta e posts em que ele mistura tudo. No post em que ele fala sobre os concursos públicos, por exemplo. Isso é coisa de classe média e média-baixa. Mas quem não precisa trabalhar é da classe média-alta. Bom, que se dane, pouca gente nota o erro.

Mas o cara pegou bem o espírito desse pessoal: ostentação acima de tudo, achar que é melhor que os outros, etc. Não vou perder tempo explicando, prefiro que você mesmo vá até o blog e leia cada uma das – até agora – 25 dicas.

Um aviso: se você não achar engraçado, provavelmente é porque vestiu muito bem a carapuça. E, se for o caso, acho que é hora de rever um pouco seus conceitos…

PS: eu sou de classe média e faço algumas coisas que o autor fala no blog. Mas sou bem tranquilo quanto a isso. E você?

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O que falta pro Brasil ser um lugar melhor?

Escrito por Felipe Barros em 06.04.2009, 22:54

O PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) quer saber de você, brasileiro, o que precisa mudar no Brasil pra sua vida mudar de verdade. Você pode enviar a sua resposta tanto em texto como em video, além de conferir os textos e vídeos de outros brasileiros que já responderam à pergunta.

As respostas ajudarão o PNUD a elaborar o Relatório de Desenvolvimento Humano sobre o Brasil. É fato que a qualidade de vida do povo brasileiro está melhorando. Mas pode melhorar muito mais. E você pode fazer parte da solução!

Se não sabe muito bem o que responder, inspire-se na resposta de Anderson Zanati Dutra, de Ibitinga-SP:

Para a minha vida mudar de verdade, o Brasil precisa se tornar um país que incentiva e aproveita talentos especiais: um país de mais meritocracia, honestidade e cultura, e menos nepotismo, malandragem e mediocridade.

Você pode falar também sobre o povo em si, como fez Márcio Alexsandro, de Murici-AL:

O que precisa mudar é a mentalidade do povo no momento em que não sabe votar e só escolhe bandido para representá-lo, não se valoriza, permite confirmar a hipótese de que somos corruptos ou corruptíveis, não adquire o espírito de companheirismo e sim o de rivalidade, não luta por seus ideiais, é acomodado, preguiçoso e deixa tudo nas mãos dos nossos péssimos governantes.

Ou ser curto e grosso, com a Alcilene Araújo Salvino, de Mossoró-RN:

Educação de quallidade para todos .

Enfim, faça a sua parte. Diga o que está te incomodando neste país a alguém que está interessado em saber, em vez de ficar se queixando apenas com seus amigos, parentes e vizinhos.

A dica veio do Ato ou Efeito.

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Deixa eu falar, filha da puta!

Escrito por Felipe Barros em 03.04.2009, 23:13

Todo homem e toda mulher tem o direito de ir e vir, agir e dizer o que quiser. Isso é fato. E a internet potencializou esse poder. Agora, mais pessoas podem te “ouvir”. Se você quiser criar um blog pra falar mal da Globo, pode fazer. Ninguém vai te impedir. Você tem o direito legal de fazer isso!

Pois bem, acontece que existem alguns poréns. Em primeiro lugar, é preciso lembrar que a liberdade de qualquer um acaba onde começa a liberdade de outro. Você quer fazer uma festa? Opa, vai em frente. Mas não esqueça que o seu vizinho tem o direito de dormir, se ele quiser. Ih, aí acabou sua liberdade de tocar o som no último volume.

Voltando à internet. Se você quiser fazer um blog pra falar mal dos emos, tem o direito. Mas há regras a serem obedecidas. Você não pode simplesmente falar mal dos emos, dizer que eles não merecem viver ou coisa do tipo. Hitler fez uma coisa do tipo. Ele tinha o direito de não gostar dos judeus. É preconceituoso, claro, mas ele tinha o direito. Não podia era matar aquelas pessoas, porque tirou a liberdade delas de viverem.

O caso emblemático é o seguinte: semana passada, o Ato ou Efeito divulgou que estaria sendo processado por uma ONG de vegetarianos por publicar conteúdo ofensivo aos não-comedores de carne. De repente, o site teria que ser fechado em uma semana. O que revoltou o pessoal que acessa o site, claro.

Passada uma semana, eles voltaram com um protesto a favor da Liberdade de Expressão. Não havia processo nenhum (óbvio, que processo dura tão pouco tempo no Brasil?). Foi tudo planejado para fazerem esse já citado protesto. Algumas pessoas não entenderam, ficaram de mimimi e mandaram o pessoal do site tomar no cu.

Pois bem. O protesto é totalmente válido. Na internet, é muito comum chegar uma pessoa de visão estreita ofender blogueiros ou jornalistas por exporem ideias diferentes das dessa pessoa. Ora, cada um tem o direito de dizer o que quiser. Se não está ofendendo ninguém pessoalmente, não está acusando falsamente… que mal há?

Então foi isso: um protesto contra essas pessoas que querem calar a opinião contrária a delas. Eu não acredito em Deus, mas não é por isso que vou censurar aqueles que acreditam. Minha família é católica, e eu não fico tentando converter ninguém ao ateísmo. Respeito a religião deles e eles respeitam a minha ausência de religião.

Acho que a palavra certa na história toda é essa: respeito. O Ato ou Efeito nunca foi desrespeitoso com os vegetarianos, até porque sempre deixaram claro se tratar de um site de humor. Mas todo mundo quer ter liberdade, e ninguém parece querer respeitar ninguém.

Felizmente, o Café com Pão não sofre (ainda) desse problema de gente xiita que vem reclamar da minha opinião como se eu estivesse errado e só ele estivesse certo. Não, meu caro. Estamos ambos certos, e ambos errados. Eu gosto de Beatles, mas não desrespeito quem não gosta. E espero que quem não gosta me respeite também.

É assim que deve ser. Algum dia será assim? Duvido. Mas ficar quieto e deixar as coisas rolarem desse jeito eu não vou. E fez bem o Ato ou Efeito de fazer a parte dele. Pena que tenha gerado mais reações contrárias do que favoráveis.

A raça humana está mesmo perdida.

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Café com Pão com licença Creative Commons

Escrito por Felipe Barros em 29.03.2009, 17:02

Inspirado pelo artigo “A elite blogosférica brazuca não gosta de compartilhar seu conteúdo”, escrito por Ricardo Cavallini do blog Coxa Creme, resolvi ir atrás de uma vez por todas dessas leis de direitos autorais e tal. Portanto, achei que seria melhor eu deixar claro o que permito e não permito que façam com o conteúdo do meu blog.

E, como eu sou um jovem descolado, nascido nos anos 80, pró-compartilhamento de arquivos pela internet e tudo o mais, nada mais certo do que eu usar a licença Creative Commons, sobre a qual não vou perder tempo explicando como funciona, de onde surgiu nem nada, até porque não interessa.

A partir de hoje, portanto, fica claro que o Café com Pão permite que você:

  • copie, distribua, exiba e execute os textos escritos por mim;
  • crie obras derivadas dos meus textos.

Desde que:

  • dê os devidos créditos, com meu nome e link direto para o post que está copiando ou usando como base;
  • não utilize tanto o meu texto como a obra derivada com fins comerciais;
  • use a mesma licença para o post copiado ou obra derivada.

Tudo isso está explicado, com outras palavras (praticamente as mesmas, na verdade) aqui.

Para mim, nada mais justo, já que eu não tenho fins comerciais com este blog (ainda) e sou a favor do compartilhamento de ideias, textos, conhecimento, e tudo o mais que a internet nos proporciona.

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A morte do pop-up

Escrito por Felipe Barros em 15.12.2008, 15:32

“O UOL deixará de oferecer ao mercado publicitário o pop-up, um dos formatos mais tradicionais e controvertidos da Internet, a partir de janeiro de 2009.

O UOL, sabendo da restrição de alguns internautas sobre este formato, considerado “intrusivo e irritante”, fornece gratuitamente desde 2003 um programa AntiPop-up, permitindo que os internautas naveguem sem visualizar este tipo de peça.

Cerca de 65% dos visitantes do UOL usam a ferramenta. Esta constatação precipitou a substituição do pop-up pelo dhtml — recurso que permite a veiculação de um anúncio publicitário sem a abertura de uma nova janela sobre o conteúdo da página.”

Caramba, que coisa mais ultrapassada esses pop-ups. Já deviam ter matado a ferramenta há anos.

E agora vai ficar essas porcarias de propaganda que ocupam a página inteira. Você tá lendo e, quando a porcaria carrega, te atrapalha. É uma maldição!

Tinha que ser coisa de publicitário…

A notícia na íntegra você lê aqui.

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