15 anos
Escrito por Felipe Barros em 01.05.2009, 20:37
Ayrton Senna da Silva é um dos maiores pilotos que a Fórmula 1 conheceu, e um dos maiores esportistas que o Brasil já teve. Hoje completou 15 anos de sua última acelerada em Ímola, e a batida na curva Tamburello que encerrou a vida de um dos maiores ídolos do país.
A carreira de Senna na Fórmula 1 foi relativamente curta, mas vitoriosa. Nos anos em que sua rivalidade com Prost foi mais evidente, conquistou o tricampeonato. Vencer Prost era sua motivação. Em 1994, o francês havia abandonado a F1 porque não queria ser novamente companheiro de equipe de seu maior rival.
Nos dois anos em que foram companheiros na McLaren, cada um levou um título. Senna levou o primeiro, em 1988, depois de uma aula de pilotagem em Suzuka, no Japão.
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Em 1989, no GP de Suzuka, as McLarens se colidiram, mas Senna conseguiu terminar a prova em primeiro lugar. Com isso, continuava na briga pelo título, mas uma decisão da FIA o desclassificou por “cruzar uma chicane”. Na realidade, a McLaren de Senna foi empurrada após a colisão com a de Prost, de modo que ele continuou na corrida.
Começou aí uma briga entre Senna e a FIA, que ficou mais evidente em 1990. Novamente em Suzuka, Senna jogou sua McLaren na Ferrari de Prost logo na primeira volta. Uma vitória do francês daria a ele o título, mas Senna foi o campeão, já que nenhum dos dois terminou a prova.
Durante os treinos, Senna queria que a pole fosse mudada do lado direito para o lado esquerdo. A troca seria feita, conforme havia sido informado o brasileiro pela direção da prova. Mas Balestre vetou a mudança, e Senna se sentiu prejudicado com a pole. O lado direito era o lado mais sujo, o que não dava nenhuma vantagem à pole. A solução de Senna foi jogar seu carro no carro de Prost, tirando, assim, os dois da prova.
Em 1994, Prost não estava mais correndo. Em entrevista ao Esporte Espetacular, o francês revelou que, uma semana antes da fatídica corrida em Ímola, Senna o havia pedido que retornasse às corridas, pois não sentia motivação em correr contra Schumacher ou qualquer outro piloto que permanecera na F1.
Senna estava infeliz na Williams. A equipe que teve carros superiores nos anos anteriores era agora instável, difícil de dirigir. Mesmo com as poles nas três corridas que disputou, Senna não terminou nenhuma delas. É difícil pensar se ainda brigaria pelo título se não tivesse morrido em Ímola. Mas sabe-se que ele desejava encerrar a carreira na Ferrari.
No entanto, a revelação de Prost de que Senna não tinha motivação para correr não nos permite imaginar se ele venceria mais algum campeonato. Ele sempre foi um piloto que corria pra superar todas as expectativas e todos os outros pilotos. E a rivalidade com Prost foi sua maior motivação nos anos em que foi campeão.
Aos brasileiros, no entanto, basta saber que ele foi o maior piloto que o país levou às pistas da F1 na história. Senna e Piquet, com Fittipaldi logo atrás, foram excepcionais. Conquistaram oito títulos juntos e venceram 78 provas. Desde 1994, o país carece de um grande piloto na categoria. Massa e Barriquelo são bons, mas não são excepcionais. Senna foi, simplesmente, o melhor.
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“O despertador que foge e se esconde quando você não levanta. Clocky te dá uma chance de levantar. Mas se você cochilar, Clocky vai rodar seu quarto procurando um lugar pra se esconder. Clocky é como um animalzinho sapeca, só que ele acorda na hora certa.”

