Escrito por Felipe Barros em 11.10.2007, 16:28
Antes eu tinha preconceito. Afinal, aquilo não tinha nada a ver com meu conceito de videogames. Pra mim, videogame tem controle, fios, gráficos toscos e é uma brincadeira, não tenta imitar a realidade. Meu último videogame foi um Playstation, que já fugia bastante do meu conceito. Pra mim, videogames bacanas são aqueles antigões, que atiçam a imaginação e divertem. Hoje em dia você pode até gravar o seu progresso no jogo pra continuar depois. No meu tempo, não. Ou você ia até o fim ou teria que começar tudo de novo. Claro que eu sempre começava tudo de novo.
Quando eu fiquei sabendo que o novo videogame da Nintendo teria jogos com controle remoto minha primeia reação foi de repulsa. Não ia nem querer conhecer o tal jogo. Não tinha nada a ver!
Aí um amigo trouxe ele aqui em casa. E eu vi o pessoal jogando e pensei “que diabo! o negócio parece divertido mesmo!”. E é. Muito!
A molecada de hoje em dia talvez não entenda direito o que esse videogame representa. A evolução que ele traz. Mas Essa molecada nunca jogou um Atari, provavelmente (eu mesmo só joguei em emuladores). Não viveram os tempos de rivalidade Sega x Nintendo. Não vão entender muito bem o que significa o Sonic, principal personagem da Sega, sair na porrada com o Mario, famoso encanador da Nintendo, num jogo que deve sair em breve.
E tenho certeza que não entendem – assim como eu não compreendia – a complexidade dos jogos. Como é possível você controlar um bonequinho com um controle remoto? É um negócio muito bizarro, pelo menos pra mim. Todo movimento que você faz com o controle o bonequinho repete na tela. Claro, cada movimento repetido é pré-programado, mas ainda assim… é muito complexo! E os caras levam quanto tempo pra fazer um jogo? Oito meses, um ano? É pouco.
É muita evolução pra minha cabeça. Por isso, prefiro não pensar muito nesse aspecto e simplesmente jogar e me divertir. O que é possível, como era possível 15 anos atrás, quando eu passava tardes sem fim jogando meu Mega Drive. E sempre abandonava os jogos antes do final. Criança impaciente é assim mesmo.