Lei nada seca

Escrito por Felipe Barros em 14.07.2008, 16:27

As mudanças na legislação para quem dirige alcoolizado recebeu o equivocado nome de “lei seca”. Mas de lei seca ela não tem nada. Só não pode beber quem quiser dirigir. Todos que não forem dirigir estão liberados para beber o quanto quiserem, conforme suas consciências permitirem ou, como dizem, até cair. Lembrando que o excesso de álcool pode levar à morte, claro.

Pra se ter uma idéia de como o álcool não combina com o volante, só nestas poucas semanas que a nova legislação entrou em vigor as mortes violentas no trânsito caíram 57% na cidade de São Paulo. Isso no mês de julho, que é um mês de férias escolares, em comparação com o mês de junho.

Claro que eu acho desnecessário mudar a legislação toda pra aumentar a fiscalização. Eu acredito que era suficiente aumentar a fiscalização e as penas para quem fosse pego dirigindo ilegalmente. Antes, o equivalente a duas latas de cerveja eram permitidos. Agora, não. Ok, com duas latas é possível que uma pessoa se altere um pouco, ainda mais se não estiver acostumada. Mas uma lata não altera as percepções e os reflexos de ninguém.

Há, no entanto, um problema pouco apontado pelos que são contra essa nova lei e que faz sentido. Aliás, o único que faz sentido. Digamos que numa roda de amigos só uma pessoa tem habilitação. Não é justo que essa pessoa fique sempre sem beber pra levar os amigos pra casa. Logo, precisamos de transporte público de qualidade para atender essas pessoas. Lembre-se que o táxi não é uma opção para todos. É muito caro, ainda mais pra quem vive nas regiões mais periféricas da cidade.

Esse, inclusive, é um problema grave em São Paulo há muito tempo. Quem sai à noite ou volta de táxi ou tem que esperar até quase 6 horas da manhã pra voltar de ônibus ou metrô pra casa. Mas, no brasil, o incentivo é ao transporte particular, cada um no seu carro, sozinho, entupindo as ruas e avenidas das cidades. Afinal, o brasileiro é apaixonado por carro.

E viva Juscelino!

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Interesse público?

Escrito por Felipe Barros em 02.05.2008, 18:51

Na faculdade de jornalismo um dos grandes debates é a diferença entre interesse público e interesse do público. Interesse público é tudo o que interessa à sociedade, que possa alterar a política ou a cultura de um país ou região – ou até do mundo. Interesse do público é o que interessa a uma pessoa em particular, que não afeta a vida política, social ou cultural de ninguém. Em qual dos dois você acha que o jornalismo deve se apoiar? No interesse público, é claro.

O que acontece é que não é isso que se vê na imprensa brasileira. A confusão é muito comum, o que me leva a crer que esse debate devia ser mais extenso, ser feito durante todo o curso, e não apenas algumas aulas. Sim, porque não pode ser interesse público o circo que se formou com o Caso Isabella Nardoni nem com o incidente do Ronaldo.

Quanto ao Caso Isabella, é óbvio que é notícia que deve ser veiculada. A morte da menina foi trágica e é, sim, de interesse público. O problema é o escarcéu que se está fazendo com o caso. Notícias de toda a sorte são veiculadas, programações de televisão foram alteradas para se fazer a cobertura completa do caso. Até a reconstituição do crime foi televisionada.

Isso não é jornalismo. Jornalismo seria dar a notícia da morte da menina, algumas notas sobre o andamento do caso e o desfecho. Fim, acabou. É isso o que interessa. O resto é interesse do público, fofoca.

O Caso Ronaldo não devia sequer ser veiculado. De que me interessa saber que o jogador de futebol, seja ela quem for, pagou por prostitutas ou travestis? Se é um ou se é outro, não importa, é problema dele e de sua família e amigos, ao resto do mundo não interessa. É fofoca.

Inclusive, sobre esse caso, o Blog da Trivela tem um texto interessante, do qual retirei o trecho abaixo:

“Talvez o seu empregador – o Milan – e pessoas com quem ele tenha um envolvimento afetivo possam ter interesse. A vida pessoal de Ronaldo não me interessa e ele tem o direito de fazer o que bem quiser, desde que não cometa nenhum crime. As pessoas que se interessam deveriam – teoricamente – procurar mais informações na mídia especializada em fofocas e não na mídia esportiva. Para meu azar (e creio que de bastante gente), infelizmente isso não é verdade. Sempre vai ter um imbecil disposto a fazer uma piadinha homofóbica e abordar o assunto a título de curiosidade. É como diz o ditado italiano: a mãe dos imbecis está sempre grávida.”

O texto completo é muito interessante. Leia-o aqui.

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Só os piaiuenses se importam

Escrito por Felipe Barros em 29.03.2008, 17:46

Outro dia um amigo meu levantou uma questão bastante interessante: um político é uma pessoa que dedica toda a sua vida ao complexo ofício de decidir as coisas das vidas dos outros.

Se você pensar bem, ele tem mesmo razão. É claro, ele é estudante de Ciências Socias!

O brasileiro, acostumado a generalizar, tem o terrível hábito de dizer que político é tudo igual, tudo ladrão, corrupto, etc. A maioria realmente é, mas tem uns poucos que se salvam.

Mas o caso não é esse. O caso é que na Assembléia Legislativa lá no Piauí, o estado com o qual o presidente da Philips disse que ninguém se importa, há um importantíssimo debate: a validade da vitória de Rafinha no Big Brother Brasil 8.

Claro. Porque o Big Brother é o que há de mais importante nesse mundo. E, já que acabou o deste ano, tudo o que resta até as festas de fim de ano, quando todo o povo vai ficar de dois a três meses festejando e bebendo, é discutir o resultado do programa.

Ah, Brasil! Ame-o ou deixe-o. Sem meio termo!

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Divagações

Escrito por Felipe Barros em 07.03.2008, 17:50

O Arsenal de Sarandí é o atual campeão da Copa Sul-Americana. Concordo que esse não seja lá um título pra se orgulhar, mas é muito mais do que o Corinthians tem (torneios de verão foram desconsiderados por motivos pedagógicos).

O que eu quero dizer é que o Arsenal de Sarandí não é um time ruim. É um bom time.

Meu avô, falecido em maio do ano passado, era Fluminense. Até achamos (a família de um modo geral) uma pena ele ter falecido uma semana ou duas antes de o Fluminense ganhar a Copa do Brasil.

O Fluminense que, nesta quarta-feira, aplicou sonoros 6×0 no Arsenal de Sarandí, em um jogo em que o time carioca não deixou o argentino jogar.

E hoje, no meu aniversário de 23 anos, fiz questão de lembrar de todos esses fatos. E a todos que me deram parabéns ou que o farão em breve, digo apenas que sou eu quem parabenizo a todos, por me aguentar por mais um ano. Obrigado a meus amigos e meus familiares. E, principalmente, ao meu avô, pois sou quem sou graças a ele.

É realmente uma pena que ele não esteja mais vivo pra ver o Fluzão jogar um bolão. Mesmo que tenha sido só essa vez.

PS: apenas um breve momento de sentimentalismo. Em breve volto com a programação normal.

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Reforma tributária?

Escrito por Felipe Barros em 03.03.2008, 19:35

A proposta realmente vai existir, vai ser debatida na Câmara e no Senado, está em debate com empresários, lideranças políticas, etc. De fato, a reforma tributária será votada este ano, um ano de eleições, um ano mais curto e que os políticos pouco podem fazer (olha o “Territórios da Cidadania”, que mal foi lançado, vai beneficiar um monte de gente que precisa, e a oposição tá louca pra impedir a realização, acusando de projeto eleitoreiro!).

Enfim, há na proposta o fim da cobrança do ICMS na fonte, ou seja, no estado produtor. Claro, há discussão e é capaz de isso mudar, e o imposto ser dividido entre fonte e local de venda (o que seria mesmo mais inteligente). Mas o que é mais importante nisso tudo é o fim da guerra fiscal e a possibilidade de as fábricas se espalharem um pouco mais pelo país. É isso que eu vejo. E seria bom.

A cidade de São Paulo não aguenta crescer mais. Não tem estrutura. O trânsito tá cada dia pior, o transporte público é uma porcaria (e o Kassab, o grande prefeito que vetou os dois meses a mais da licença maternidade porque “não há comprovação científica de que a criança precisa ser amamentada até os seis meses”, disse que está bom assim) e cada dia está mais difícil ir e vir nesta cidade. Quem sabe, e isso é provavelmente só uma utopia minha, com o fim da guerra fiscal, haja maior distribuição da população pelo enorme território brasileiro.

É só um sonho, eu sei. Mas que seria bom, isso seria.

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29 de fevereiro

Escrito por Felipe Barros em 29.02.2008, 23:03

Está no fim o dia mais incomum de todos. Sim, pois o dia 29 de fevereiro é o único que não existe todos os anos. Só a cada quatro anos, nestes que são chamados bissextos.

O dia 29 de fevereiro foi criado pra compensar aquelas 6 horas a mais que a Terra demora pra dar a volta completa em torno do sol. Porque ela não dá uma volta completa em 365 dias redondinhos. São 365 dias, 6 horas e mais uns quebrados que eu desconheço e que são realmente ignorados por toda a humanidade.

Até aí tudo bem, essa é uma informação que quase todo mundo sabe. Mas muita gente não sabe como as pessoas que nascem nos dias 29 de fevereiro comemoram seus aniversários. Quer dizer, muita gente é gente demais, porque todo dia 29 de fevereiro a Globo faz uma matéria sobre essas pessoas, e toda matéria sobre esse dia tem a mesma piadinha, com personagens diferentes: quem nasce dia 29 de fevereiro só faz aniversário a cada quatro anos. Aí aparece uma pessoa já idosa dizendo ter um quarto da idade que realmente tem.

Espero que em 2012 a Globo inove no dia 29 de fevereiro. Porque essa piada tá gasta, mesmo sendo feita só a cada quatro anos.

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Nova contusão de Ronaldo

Escrito por Felipe Barros em 15.02.2008, 9:32

ronaldo, o camisa 99 do milan
Bem que me disseram que eu não devia jogar em times de Milão…

O rompimento do tendão patelar do joelho esquerdo de Ronaldo, o maior artilheiro da história das copas do mundo com 15 gols marcados em três edições (1998, 2002 e 2006 – ele ficou só no banco em 1994) tá dando o que falar na imprensa esportiva.

Muitos falam que agora acabou a carreira dele. Será? Eu acredito que ele tenha competência pra voltar, sim. Se vai voltar a jogar bem, já é outra história, até porque desde a Copa de 2002 ele não mostra o futebol que o ajudou a conquistar três vezes o título de melhor do mundo da FIFA (seriam quatro se não tivesse acontecido o que aconteceu na final da Copa de 98?).

Ronaldo pode ser chamado de vítima da imprensa. Seu relacionamento com Cicarelli foi exaustivamente exposto em jornais, revistas e programas de televisão. E, claro, todo brasileiro tinha uma opinião sobre o assunto. O desfecho desse relacionamento, aparentemente, atrapalhou a carreira do atleta. Assim como nos jornais, na cabeça de Ronaldo o atleta e a pessoa se misturaram.

E agora apareceu gente dizendo que ele foi vítima de uso de esteróides anabolizantes quando jogou na Holanda, pelo PSV. É provável, poderia explicar a tendência a ganhar peso nos últimos anos. Mas dificilmente será comprovado, e ficará no campo das hipóteses. Mas é fato que, se for verdade, teria contribuido para esse terrível desfecho que – até agora – a carreira do jogador sofreu.

Enfim, o único que pode decidir o destino de Ronaldo é ele mesmo. Independentemente de seu desejo, deverá ser respeitado por todos. E quem quiser, torcerá por sua recuperação, no caso de ele querer voltar. E quem não quiser, pode ignorar. Mas não seria certo torcer contra o jogador, a meu ver.

Ele já provou, em 2002, que é capaz de se recuperar de contusão grave. E jogou uma Copa do Mundo pra ninguém botar defeito, ajudando o Brasil a conquistar o penta e marcando nada menos que oito gols. Oito gols em sete jogos não é pouca coisa. Ainda mais pra um jogador que estava se recuperando de uma operação no joelho.

Torço pela recuperação de Ronaldo, seja pra voltar aos gramados e lembrar a todos que é, sim, um grande jogador de futebol, seja somente pra ter uma vida normal, com dois joelhos que funcionem suficientemente bem pra andar e ser feliz, finalmente, como não tem sido há tanto tempo. E que todo brasileiro, ou melhor, todo ser humano pense o mesmo, porque, além de Ronaldo merecer o melhor, errado é quem deseja o mal a outro. E, independente de sua escolha, que viva em paz, seja onde for, com quem for e fazendo o que o deixar mais feliz.

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Choros e erros

Escrito por Felipe Barros em 29.01.2008, 17:24

Todo time e torcedor de futebol tem direito de reclamar de um suposto erro de arbitragem que possa ter prejudicado o seu time. O que não pode é transformar esse erro no único motivo por uma derrota ou mesmo um empate, como faz um técnico-administrador brasileiro, que sempre chora algum problema de arbitragem quando seu time não ganha, ou mesmo um técnico de cabelos grisalhos, que não raro também reclama do homem do apito.

O São Paulo está reclamando demais, como sempre faz quando acontece algum erro gritante em seus jogos. Essa reclamação em excesso já tirou Carlos Eugênio Simon das arbitragens dos jogos do time por um tempão, e quando ele finalmente apitou um jogo, quem reclamou foi o adversário.

Eu concordo que não foi falta do Adriano e que foi pênalti no Dagoberto. Mas não estou dizendo aos quatro ventos que o São Paulo não venceu o Corinthians por causa disso. O São Paulo não venceu porque não jogou bem. E só não perdeu graças à incompetência do ataque corintiano, que perdeu uns dois gols feitos.

Mas devemos lembrar que o juiz não tem replay nem câmera lenta pra avaliar o lance ali, na hora. É o que ele viu e ponto final.

Agora, daí a dizer, depois de rever o lance, que o Dagoberto tinha desistido da bola (no lance do pênalti) já é demais. O senhor Sálvio Spínola é mesmo um fanfarrão, não quer admitir o erro. Pode ver o lance, o Dagoberto ia dominar a bola e tomou um chute por trás. Isso é falta, fosse a intenção do jogador pegar a bola ou não.

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Trânsito de São Paulo pode travar em 5 anos

Escrito por Felipe Barros em 05.12.2007, 9:31

Está no Destak de hoje que uma pesquisa realizada pelo pesquisador Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral, concluiu que em cinco anos os picos de trânsito da manhã e da noite vão se tornar um só, e a cidade vai ficar “parada” o dia inteiro.

Isso graças à falta de investimento no aumento da capacidade das vias e no transporte público, junto ao aumento das vendas de veículos novos – e que não estão substituindo a frota antiga, estão apenas inchando ainda mais o total da frota da cidade.

Soluções como pedágios e aumento do rodízio podem ser uma boa. Mas de nada adianta se você não tiver uma boa alternativa pra ir pro trabalho ou escola/faculdade/curso. Isso, claro, sem considerar aqueles espertinhos que têm dois carros, pra nunca precisar se preocupar com o rodízio.

Quem costuma estar na rua durante o dia, não importa a hora, já percebeu que o trânsito só piora, e que lugares e horários que nunca tiveram trânsito ruim antes estão começando a parecer grandes avenidas 10 anos atrás.

E corredor de ônibus não adianta se a qualidade do transporte público não melhorar. Ficar uma hora em pé no ônibus é um saco, ainda mais depois de ficar até meia hora no ponto esperando o ônibus (acredite, isso não é raro de acontecer). A “ótima” solução dos nossos governador e prefeito, Serra e Kassab, de diminuir o número de assentos nos metrôs e ônibus não adiantou nada. Só piorou o pouco conforto que a gente tinha. E me parece, cada dia mais, que tem menos ônibus nas ruas.

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Wii

Escrito por Felipe Barros em 11.10.2007, 16:28

Antes eu tinha preconceito. Afinal, aquilo não tinha nada a ver com meu conceito de videogames. Pra mim, videogame tem controle, fios, gráficos toscos e é uma brincadeira, não tenta imitar a realidade. Meu último videogame foi um Playstation, que já fugia bastante do meu conceito. Pra mim, videogames bacanas são aqueles antigões, que atiçam a imaginação e divertem. Hoje em dia você pode até gravar o seu progresso no jogo pra continuar depois. No meu tempo, não. Ou você ia até o fim ou teria que começar tudo de novo. Claro que eu sempre começava tudo de novo.

Quando eu fiquei sabendo que o novo videogame da Nintendo teria jogos com controle remoto minha primeia reação foi de repulsa. Não ia nem querer conhecer o tal jogo. Não tinha nada a ver!

Aí um amigo trouxe ele aqui em casa. E eu vi o pessoal jogando e pensei “que diabo! o negócio parece divertido mesmo!”. E é. Muito!

A molecada de hoje em dia talvez não entenda direito o que esse videogame representa. A evolução que ele traz. Mas Essa molecada nunca jogou um Atari, provavelmente (eu mesmo só joguei em emuladores). Não viveram os tempos de rivalidade Sega x Nintendo. Não vão entender muito bem o que significa o Sonic, principal personagem da Sega, sair na porrada com o Mario, famoso encanador da Nintendo, num jogo que deve sair em breve.

E tenho certeza que não entendem – assim como eu não compreendia – a complexidade dos jogos. Como é possível você controlar um bonequinho com um controle remoto? É um negócio muito bizarro, pelo menos pra mim. Todo movimento que você faz com o controle o bonequinho repete na tela. Claro, cada movimento repetido é pré-programado, mas ainda assim… é muito complexo! E os caras levam quanto tempo pra fazer um jogo? Oito meses, um ano? É pouco.

É muita evolução pra minha cabeça. Por isso, prefiro não pensar muito nesse aspecto e simplesmente jogar e me divertir. O que é possível, como era possível 15 anos atrás, quando eu passava tardes sem fim jogando meu Mega Drive. E sempre abandonava os jogos antes do final. Criança impaciente é assim mesmo.

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